
A voz do violão
(Francisco Alves e Horácio Campos)
Não queiras, meu amor, saber da mágoa
Que sinto quando a relembrar-te estou
Atestam-te os meus olhos rasos d’água
A dor que a tua ausência me causou.
Saudades infinitas me devoram,
Lembranças do teu vulto que nem sei
Meus olhos incessantemente choram
As horas de prazer que já gozei
Porém neste abandono interminável
No espinho de tão negra solidão
Eu tenho um companheiro inseparável
Na voz do meu plangente violão
Deixaste-me sozinho e lá distante,
Alheio à imensidão de minha dor,
Esqueces que ainda existe um peito amante
Que chora o teu carinho sedutor
No azul sem fim do espaço iluminado
Ao léu do vento se desfaz
A queixa deste amor desesperado
Que o peito em mil pedaços me desfaz.
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Majoli
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15h51
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Procuro-te por todos os cantos
Perco-me nas lembranças de nossos momentos
Acho-te em cada esquina de meus pensamentos
Mas nem assim o consigo tocar...
E me ponho a viajar
Pras nuvens que nos levaram a flutuar
Pros mares que juntos fomos navegar
E me nego a ir sozinha...
Quero te levar sempre comigo...
Nego-me a flutuar sem ter tuas mãos nas minhas!
Nego-me a navegar; a sentir a doce brisa do mar
Sem ter teu corpo pra me amparar!
Nego-me a caminhar sem você!
Por isso te digo:
Volte, venha comigo
E sinta a energia que te passo através da minha.
Amo-te!!!
Majoli 12/05/2006
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21h00
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Déjà vu
Ponho-me a pensar
e vivo a me perguntar
será feitiço a distância
que me fez assim te amar...
Quem é você
por quem vivo a suspirar...
Como conseguiu invadir meu coração
e me fez assim delirar...
Que mistério vem a ser esse
que me leva a flutuar...
E essa dor que me invade
quando você aqui não está...
Você que surgiu do nada
mas que se transformou em meu tudo...
Com você eu fugiria
pra qualquer lugar do mundo.
Encantaria-me com tua voz
com teu jeito de sorrir.
Seria o sol
sempre a brilhar por ti.
Levaria-te nas minhas tardes
a caminhar a beira-mar
seria uma doce brisa
teus cabelos a afagar.
Daria-te noites de delírios
pra sempre, sempre te saciar.
E embriagada por você
pelo teu jeito de respirar
seria um beijo puro
tua face a encostar
entregaria-me por inteira
e viveria só pra te amar.
Majoli 31/03/2006
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23h03
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Vontade de você!!!
Ah essa vontade tão insana
de deitar-me em tua cama
ter teu corpo por abrigo
e não mais correr perigo
Ah essa vontade de sentir teu respirar
inalar teu cheiro
respirando o teu prazer
Ah essa vontade de ser o teu lençol
cobrir-te com meus beijos
aquecer-te a cada segundo
saciando-te os desejos
Ah essa vontade de ser tua de corpo e alma
em suspiros e delírios,
entregando-me por inteira
e num êxtase tão sublime
desfalecer-me em calma.
Majoli 22/03/2006
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22h43
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Essa poesia fiz em um dia que estava me sentindo meia perdida, sem você...nossa como você me faz falta

De que me vale...
De que me vale toda essa liberdade
De querer, de poder, de fazer,
Se quando senti que podia voar
Minhas asas me vi a perder
De que me adianta
Saber que posso partir, posso voltar,
Se nem sei se na volta
Poderei de novo te encontrar
De que me adiantou
Arrancar essas grades de dentro de mim,
Se em vez de me soltar
Mais e mais eu me prendi
De que me valem essas lágrimas
Que insistem em cair,
De que me vale esse pranto
Que vivo a chorar por ti,
De que me vale todo esse amor
Se já não o posso mais dividir,
De que me vale por ti chamar
Se você não mais quer me ouvir.
Majoli 26/03/2006
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20h59
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Deus (Fernando Pessoa)
"Deus costuma usar a solidão
para nos ensinar sobre a convivência.
Às vezes, usa a raiva,
para que possamos compreender
o infinito valor da paz.
Outras vezes usa o tédio,
quando quer nos mostrar a importância
da aventura e do abandono.
Deus costuma usar o silêncio
para nos ensinar
sobre a responsabilidade
do que dizemos.
Às vezes usa o cansaço,
para que possamos compreender
o valor do despertar.
Outras vezes usa doença,
quando quer nos mostrar
a importância da saúde.
Deus costuma usar o fogo,
para nos ensinar sobre água.
Às vezes, usa a terra,
para que possamos compreender
o valor do ar.
Outras vezes usa a morte,
quando quer nos mostrar
a importância da vida".
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19h25
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Volte
Por mais quanto tempo
Hei de sufocar este sentimento?
E se ele num determinado momento
Adormecer no esquecimento?
E se um dia você voltar
E eu já tiver perdido o jeito de amar?
E se essa dor que me dilacera
Me fizer de vez esquecer a espera?
O que restará desse amor tão puro
Hoje tão sofrido e inseguro?
Que não se pode compartilhar
Pois perdeu seu porto seguro?
Como hei de navegar
Pelas águas desse mar?
Se nesse barco me sinto tão só
E meu destino é naufragar?
Por que demoras a voltar
Se sinto que ainda me amas?
Por que foges desse amor
Que no teu peito se inflama?
Majoli 19/04/2006
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20h47
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![beijo1[1].jpg](http://anamar.blogs.sapo.pt/arquivo/beijo1[1].jpg)
Delírio (Olavo Bilac)
Nua, mas para o amor não cabe o pejo
Na minha a sua boca eu comprimia.
E, em frêmitos carnais, ela dizia:
– Mais abaixo, meu bem, quero o teu beijo!
Na inconsciência bruta do meu desejo
Fremente, a minha boca obedecia,
E os seus seios, tão rígidos mordia,
Fazendo-a arrepiar em doce arpejo.
Em suspiros de gozos infinitos
Disse-me ela, ainda quase em grito:
– Mais abaixo, meu bem! – num frenesi.
No seu ventre pousei a minha boca,
– Mais abaixo, meu bem! – disse ela, louca,
Moralistas, perdoai! Obedeci...
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12h42
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"Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...
E conversamos toda a noite, enquanto
A via-láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.
Direis agora: "Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?"
E eu vos direi: "Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas".
Viver não pude sem que o fel provasse
Desse outro amor que nos perverte e engana:
Porque homem sou, e homem não há que passe
Virgem de todo pela vida humana.
Por que tanta serpente atra e profana
Dentro d'alma deixei que se aninhasse?
Por que, abrasado de uma sede insana,
A impuros lábios entreguei a face?
Depois dos lábios sôfregos e ardentes,
Senti - duro castigo aos meus desejos -
O gume fino de perversos dentes...
E não posso das faces poluídas
Apagar os vestígios desses beijos
E os sangrentos sinais dessas feridas!
Inda hoje, o livro do passado abrindo,
Lembro-as e punge-me a lembrança delas;
Lembro-as, e vejo-as, como as vi partindo,
Estas cantando, soluçando aquelas.
Umas, de meigo olhar piedoso e lindo,
Sob as rosas de neve das capelas;
Outras, de lábios de coral, sorrindo,
Desnudo o seio, lúbricas e belas...
Todas, formosas como tu, chegaram,
Partiram... e, ao partir, dentro em meu seio
Todo o veneno da paixão deixaram.
Mas, ah! nenhuma teve o teu encanto,
Nem teve olhar como esse olhar, tão cheio
De luz tão viva, que abrasasse tanto!
Lá fora, a voz do vento ulule rouca!
Tu, a cabeça no meu ombro inclina,
E essa boca vermelha e pequenina
Aproxima, a sorrir, de minha boca!
Que eu a fronte repouse ansiosa e louca
Em teu seio, mais alvo que a neblina
Que, nas manhãs hiemais, úmida e fina,
Da serra as grimpas verdejantes touca!
Solta as tranças agora, como um manto!
Canta! Embala-me o sono com teu canto!
E eu, aos raios tranqüilos desse olhar,
Possa dormir sereno, como o rio
Que, em noites calmas, sossegado e frio,
Dorme aos raios de prata do luar!...
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Majoli
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10h49
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Via Láctea (Olavo Bilac)
Talvez sonhasse, quando a vi. Mas via
Que, aos raios do luar iluminada,
Entre as estrelas trêmulas subia
Uma infinita e cintilante escada.
E eu olhava-a de baixo, olhava-a... Em cada
Degrau, que o ouro mais límpido vestia,
Mudo e sereno, um anjo a harpa doirada,
Ressoante de súplicas, feria...
Tu, mãe sagrada! vós também, formosas
Ilusões! sonhos meus! Íeis por ela
Como um bando de sombras vaporosas.
E, ó meu amor! eu te buscava, quando
Vi que no alto surgias, calma e bela,
O olhar celeste para o meu baixando...
Tudo ouvirás, pois que, bondosa e pura,
Me ouves agora com melhor ouvido:
Toda a ansiedade, todo o mal sofrido
Em silêncio, na antiga desventura...
Hoje, quero, em teus braços acolhido,
Rever a estrada pavorosa e escura
Onde, ladeando o abismo da loucura,
Andei de pesadelos perseguido.
Olha-a: torce-se toda na infinita
Volta dos sete círculos do inferno...
E nota aquele vulto: as mãos eleva,
Tropeça, cai, soluça, arqueja, grita,
Buscando um coração que foge, e eterno
Ouvindo-o perto palpitar na treva.
Tantos esparsos vi profusamente
Pelo caminho que, a chorar, trilhava!
Tantos havia, tantos! E eu passava
Por todos eles frio e indiferente...
Enfim! enfim! pude com a mão tremente
Achar na treva aquele que buscava...
Por que fugias, quando eu te chamava,
Cego e triste, tateando, ansiosamente?
Vim de longe, seguindo de erro em erro,
Teu fugitivo coração buscando
E vendo apenas corações de ferro.
Pude, porém, tocá-lo soluçando...
E hoje, feliz, dentro do meu o encerro,
E ouço-o, feliz, dentro do meu pulsando.
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Majoli
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10h44
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Remorso (Olavo Bilac)
Às vezes, uma dor me desespera...
Nestas ânsias e dúvidas em que ando.
Cismo e padeço, neste outono, quando
Calculo o que perdi na primavera
Versos e amores sufoquei calando,
Sem os gozar numa explosão sincera...
Ah! Mais cem vidas! com que ardor quisera
Mais viver, mais penar e amar cantando!
Sinto o que desperdicei na juventude;
Choro, neste começo de velhice,
Mártir da hipocrisia ou da virtude,
Os beijos que não tive por tolice,
Por timidez o que sofrer não pude,
E por pudor os versos que não disse!
:: Postado por
Majoli
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10h34
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Você não me ensinou a te esquecer (Caetano Veloso)
Não vejo mais você, faz tanto tempo
Que vontade que eu sinto
De olhar em teus olhos, ganhar teus abraços
É verdade eu não minto.
E nesse desespero em que me vejo,
Já cheguei a tal ponto
De me trocar diversas vezes por você
Só pra ver se te encontro.
Você bem que podia perdoar
E só mais uma vez me aceitar
Prometo agora vou fazer por onde
Nunca mais perdê-lo.
Agora, que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer
Você só me ensinou a te querer
E te querendo eu vou tentando te encontrar
Vou me perdendo
Buscando em outros braços, teu abraço
Perdido no vazio de outros passos
Do abismo em que você se retirou
E me atirou, e me deixou aqui sózinho
Agora, que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer
Você só me ensinou a te querer
E te querendo eu vou tentando me encontrar.
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Majoli
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15h27
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CANTIGA TRISTE (Magaly Magalhães)
Está tarde, está frio
Tão escuro, tão sombrio!
Quem vem afagar-me a testa?
Quem vem encher-me o vazio?
O vento geme lá fora
A chuva fria não pára
Meu coração também geme
geme baixinho e cala
Por que chora a natureza?
Por que o vento fustiga?
Tem coração o mundo?
Tem o vento o dom da intriga?
Como estou triste, eu choro
Não posso culpar ninguém
Nem a chuva, nem o vento
Nem o mundo, nem meu bem
Choro porque estou triste.
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Majoli
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23h40
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SAUDADES (Igor Andrade Tanigushi)
Venho falar de alma e dor. Duma coisa chamada amor. Daqueles verdadeiros que não se finge nem sendo ator. Aquele que faz falta e onde tudo perde a cor. Falta que lhe faz perder a vergonha, implorar e pedir por favor. não me venha com simplicidade e conselhos de força, se na verdade tuas palavras são por piedade, piedade daquele que está de fora e acha que é drama, depois dá as costas e pensa que me engana. Saudades que gera angustia insana, uma dor no peito maior do que qualquer diagnostico que um hospital ja viu no leito. Dor que não importa se você é guerreiro ou imperador te leva ao chão banhado em lágrimas diante a tanta aflição. Saudade que é perfeccionista e exibicionista, relembra tudo de bom, transforma todo momento em som, resgata o passado inesquecível, que por mais que você tente nunca vai ser invisível, saudades de uma mulher, de uma criança, seja de quem for. É inexplicável e não se mede o tamanho da dor. sofrimento que te deixa lento e lerdo que nem jumento. Saudades de cada lugar, do cheiro, do olhar, dos beijos e até das discussões. Quando é bom, quando é importante, quando se é o melhor, não da pra trocar, arrumar um outro par e pedir pra curar a dor que você não conseguiu curar. É pura perde de tempo e desesperador quando se tenta arrumar em outra pessoa o que uma já conquistou: o amor, o sentimento. O que dizer do ciumento que por muitos anos esperou o seu par de amor, o que dizer do viuvo que se isolou e nunca mais se relacionou por que a vida, seu amor levou. Homens de marmore é so fachada, por dentro é fragil e humano, quando quebra não serve pra mais nada. Dor incomparável, que da vontade de gritar, não existe lágrima que faça passar, não tem remédio pra curar. Saudades do que se foi, que desculpa nenhuma pode resgatar, saudades daquilo que você perdeu de vista e não pode tocar, saudades de um abraço ou de um olhar, saudades que tira a vontade de viver , saudades dominante que gera uma febre delirante, que lhe tira o sono enquanto você quer dormir pra nunca mais acordar, saudades que é teimosa e te obriga a pensar por mais que tente se acalmar, saudades que enlouquece, que culpa, que desgasta, saudades que nem o tempo pode apagar, saudades que não cabe no coração, causa olheira de tanto choro e decepção, ilusão ou ficção? saudades que você não sabe no que pensar, saudades que lhe converte, que lhe oferece varias religiões, mais nenhuma delas ameniza suas emoções, inteligência emocional que nessa hora é banal, saudades que te leva a um porre, lhe acorda com ressaca querendo de novo chapar, saudades que faz você perder a classe e dormir numa mesa de bar, saudades que nem o melhor amigo pode ajudar, saudades que dá vontade de sumir e desistir de tudo que você construiu até aqui. Chega de hipocrisia de que homem não pode sofrer e nem chorar. Seja homem ou seja mulher já sai da barriga aprendendo a berrar, dependendo do cordão umbilical, depedendo de mamar, de ajuda pra andar, orgulhosos e pretenciosos seres humanos que o mundo da voltas e só porque aprendeu a andar acha que nunca mas vai precisar de ninguém pra lhe ajudar, que é grande e pode se virar, a cada obstaculo da vida voltamos a engatinhar, uns são baixos e logo você aprende a pular, outros são enormes e te faz ajoelhar procurando alguém pra lhe salvar. Saudades daquelas que você mesmo tem vontade de escolher a hora do destino parar. Saudades que faz você viajar, gastar, chutar tudo pela frente,saudades que você não tem vontade de levantar, nem de trabalhar, falta apetite e estiga pra estudar. Saudades distribuida por cada comodo, por cada esquina, shopping e praia, saudades que te controla a todo instante, saudades que não substitui, que não adianta banco de reservas ou sósias, saudades de desejos, de carinho, saudades mais memoráveis do que museu, saudades que lembra de cada presente, de cada toque, do primeiro beijo e do dia em que você conheceu, saudades que desabrocha e incendeia seu coração como tocha quando aquela música toca e relembra os momentos felizes que você viveu. Saudades que cega e revolta querendo aquilo que pensa ser só seu, saudades de quem lhe apresentou um sentimento que nunca mais esqueceu, que nunca sentiu e com outra face aprendeu. Saudades dos sonhos, das brincadeiras, da votade de formar uma família, saudades de eternizar e nunca se separar, saudades-raiva que da vontade da vida ser como um quebra cabeça que tudo fica bem quando você termina de montar, como uma novela que você pode criar, os capítulos editar, um fim de alegrar; saudades que cientista nenhum conseguiu desvendar, saudades que nessa vida ninguém consegui vencer, onde todos aprenderam a sofrer e aceitar, saudades de um ente querido que partiu sem se explicar, sem se despedir e dizer quando ia voltar, saudades que é rapida demais na hora de levar, entra e leva tudo de casa, pra que quando chega nada encontrar, ficar que nem besta a se perguntar, onde errou , onde acertou e porque tudo que era bom e feliz lhe deixou, saudades que da fraqueza, olheira, tonteira, saudades que te deixa pessimista, sem saída se perguntando como você vai fazer pra recomeçar, pra andar, pra viver sem sofrer e sem se lembrar, saudades que conseguiu frustar, saudades que revolta e tira a vontade de sonhar. Saudades do libido, saudades do corpo a corpo, das inumeras vezes que conseguiu amar e se entregar, chegar ao nirvana com um enorme sorriso no rosto, saudades de quem você agradece pelo simples fato de estar ao seu lado, de existir. Saudades só se sente daquilo e de quem consegui lhe fazer muiiiiiiiiiiito FELIZ !!! Saudades !!!
:: Postado por
Majoli
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23h01
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Tudo é possível (Paulinho Moska)
Vou abandonar o que já sei
E acreditar no incrível
Pois foi por água abaixo
aquele nosso plano infalível.
E para suportar a dor de receber
o seu desprezo ao me perder
sei que preciso reinventar o amor
e colocá-lo novamente dentro de você.
Quando eu modificar a imagem
que aprisiona o seu pensamento
você vai perder o medo de viver e teus
desdobramentos,
e vai encontrar o caminho da beleza,
labirinto dado como perdido.
e vai subir no alto de uma torre
na alma do nosso castelo demolido.
Tudo é possível, não há nada que se possa deter
O que era impossível acaba de acontecer.
Eu sei que o tempo é uma grande árvore
de galhos infinitos
e que o presente é o momento em que ela dá
o seu fruto mais bonito
E que amanhã tudo talvez
nos apareça claro como foi no início
A mesma ilusão de amor nos faz saltar feliz
de um novo precipício.
E então vamos sentir de novo
o gosto da eternidade
e confundir instantes de alegria com
a real felicidade.
Ou, sem percebermos
os dias irão passando como um trem sem estação
e lá estaremos nós com os pés no chão
mas encostando o céu com a palma das mãos.
Tudo é possível, não há nada que se possa deter
O que era impossível acaba de acontecer
:: Postado por
Majoli
às
12h00
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Nome:...Maria José...
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